Butão



Butão, pequeno reino do Himalaia, conhecido como o Reino do Dragão, localizado entre os países da China e Índia, na Ásia.
Seu nome procede do termo Bhotana de origem hindu, como eram conhecidas antigamente todas as regiões habitadas por gente da raça tibetana.
A partir de 1988 é que foi possível a entrada de estrangeiros no país, não mais que três mil turistas por ano.
É fascinante recuar no tempo e conhecer uma civilização que preserva os seus mais genuínos valores culturais e religiosos. A arquitetura dos seus templos-fortaleza, palácios e mosteiros, revela sua majestade e elegância em suas histórias ancestrais de lendas e de mistério.
Sua capital é Thimpu. O vale do Paro é a porta de entrada para Butão, uma de suas cidades onde fica localizado o aeroporto a 2.250 metros acima do nível do mar.
O vale é também um dos principais pontos de partida para algumas das montanhas mais altas do mundo, como a Gangkhar Puensum (7541 metros acima do nível do mar) e a Jumolhari (7314). No vale também ficam localizados o Ta Dzong(Museu Nacional do Butão), o forte Dzong e a ponte de acesso ao forte, o templo Kyichu Lhakhang, o mais antigo templo do Butão, construído no ano de 638 D.C. pelo rei tibetano Songtsen Gampo.
Butão figura entre os dez países mais felizes do mundo segundo a University of Leicester no Reino Unido.
O país tem fome zero, analfabetismo zero, índices de violência insignificantes e nenhum mendigo nas ruas. Não há registro de corrupção administrativa e o povo adora o rei, Jigme Khesar Namgyal Wangchuck, o quinto em cem anos de monarquia.
Felicidade é levada a sério no país - único do mundo a ter Gross National Happiness (Felicidade Interna Bruta, na tradução para o português) como política pública.
Ao assistir pela primeira vez uma reportagem sobre o Butão, fiquei encantada com os seus costumes, a maneira como levam a vida, cada canto deste país é fascinante. Os butaneses são simples, hospitaleiros e muito gentis. Se você faz a seguinte pergunta: “Posso fazer isso¿” Eles respondem com toda a gentileza que lhe é peculiar: "Se isso te faz feliz, sim!”
O conceito de Gross National Happiness tem quatro pilares - preservação das tradições butanesas e do meio-ambiente, crescimento econômico e bom governo. Instituída pelo quarto rei, Jigme Singye Wangchuk, em 1972, a política foi criada para se contrapor à idéia de que PIB (Produto Interno Bruto) - que é baseado em valores materiais - mede a qualidade de vida da população. Butão tem 38,4 mil quilômetros quadrados, é menor do que o Rio de Janeiro. Tem 72,5% de sua área coberta por florestas, 34 rios e uma biodiversidade de dar inveja a muitos países ricos. Abriga cerca de 2000 templos e monastérios budistas, um deles - Kichu Lakhang -construído em 659 d.C, em Paro.
O progresso é nítido, mas não a todo custo! A felicidade da população é prioridade nas metas do governo, segundo o Ministro da Informação, um dos principais conselheiros do Rei, a felicidade é individual, mas cabe ao governo dar condições ao povo para ser feliz.” Ele diz que o PIB é uma promessa quebrada! Países em desenvolvimento como o Brasil acreditaram que produzindo mais e elevando o PIB o progresso viria e com ele a felicidade dos cidadãos, mas isto não aconteceu. O PIB deste país é o mais baixo do mundo. O Butão não produz nada em escala industrial, tudo que é encontrado nos pequenos mercados são importados da Índia, Tailândia e Malásia.
Muitas estradas foram abertas por ser uma reivindicação da população, mas indústrias que ameacem as florestas estão fora de cogitação. A própria constituição diz que o país tem que manter 60% das matas intocadas, pois assim as pessoas serão mais felizes vivendo num meio ambiente saudável. É um jeito inusitado de se governar, mas em Butão o governo está em sintonia com a população.
Ainda segundo o Ministro: “ A felicidade é individual, mas cabe ao governo dar condições ao povo para ser feliz!”,
Pesquisas realizadas: UOL Viagens e R7
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