sexta-feira, 1 de julho de 2011



China House







Durante 20 anos, o empresário chinês Zhang Lianzhi, conhecido como colecionador de antiguidades, se dedicou a colecionar peças de porcelana. Em 2002, ele teve a grande idéia de sua vida ao adquirir uma antiguidade de outro tipo: um casarão francês secular, localizado na cidade de Tianjin, 80 quilômetros a sudeste de Pequim. Nesse local onde anteriormente foi a residência do Ministro das Finanças no final da dinastia Qing e depois um Banco após a fundação Nova China em 1949, ele resolveu fazer o seu museu.





Zhang Lianzhi não é um arquiteto, mas um empresário proprietário de uma rede de restaurantes estilo cantonês. A sua intenção foi transformar a porcelana como um importante elemento decorativo na arquitetura.




O muro externo é coberto por três mil vasos e cristais que preenchem os espaços entre as peças. Em volta e sobre a casa, repousam mais de 700 metros de um excêntrico dragão voador, que com seu corpo escreve a palavra "China". Parapeitos, portas e teto são cobertos por cacos de porcelana fabricada entre as dinastias Tang (618-907) e Qing (1644-1911).



Ao invés de expor suas peças em prateleiras protegidas com portas de vidro, ele ornamentou o casarão de cinco andares repletos de móveis antigos e figuras revestidas em pedaços de porcelana, que teve como inspiração poemas chineses tradicionais.


Colou as peças na parte externa, inclusive no muro, com três mil vasos e cristais, sendo que esses últimos foram colocados para preencher a lacuna entre os vasos. Os parapeitos, portas e tetos, foram cobertos por cacos de porcelana. Ao redor e sobre a casa, um dragão voador escreve com seu corpo a palavra “China”


80% das peças estavam danificadas, mas ao serem colocadas na parede não apresentaram defeitos evidentes. A sua intenção foi valorizar cada peça, preservando um passado, uma vez que, devido ao seu estado, acabariam talvez sendo desprezadas. Fragmentos das peças em estilos diferentes foram misturados tornando o visual mais surpreendente. A cola que foi usada foi invenção de Zhang . Ferve-se o arroz glutinoso até virar suco pegajoso, acrescenta-se o cimento para dar o efeito pretendido.


Ele foi muito criticado por julgarem que seu trabalho era inútil, desvalorizando as porcelanas.



Zhang não sabe ao certo a quantidade exata das peças que foram usadas nesse projeto, apenas que as placas de porcelana encheram um caminhão. Foram usados ainda mais 3.000 vasos, 400 esculturas em pedra e 20 toneladas de cristais. Todas essas antiguidades datam da dinastia Tang( 618-907) e Qing(1644-1911). O muro onde foram colados os vasos foi denominado de: “ Ping'an Qiang" (Muro do Bem-Estar).




Apesar das dificuldades e desafios, Zhang sentiu-se estimulado ao ver a casa dos seus sonhos sendo remodelada passo a passo.


Yuebao House (China House)


Avenida Chifeng, 72 - Bairro Heping


Tianjin – China

  Fonte de pesquisas: China. org. cn; Terra - turismo                               




  





quarta-feira, 22 de junho de 2011






Espírito em Sintonia


Um vulto alinhando suas formas
Precisa descansar no momento
O domínio que não segue normas
É o espírito sugando seu alimento



Não existe desperdício, nem arrependimento
Em todo lugar uma pausa para a conexão
As flores no campo, puro encantamento
Alma de criança que purifica o coração




Espírito que dança com sua energia
A leveza que o faz levitar
Borboletas que dão sorte, pura magia!
Nada é maléfico nesse lugar




Para o seu corpo vai retornando
O espírito que está alimentado
Sintonia perfeita que está vibrando
Aceitação do plano que foi traçado




A serenidade por não questionar
Acalma o inquieto coração
Repousa na ternura do olhar
No sorriso não esconde a emoção



Autoria: Katia Naegelle

terça-feira, 21 de junho de 2011







O Café e a Prosa
Uma tarde fria e gostosa
O café quentinho convida
Dá o tom de uma boa prosa
Adoçando um pouco a vida




Cada cantinho uma surpresa
Nos detalhes, a minha atenção
A calma da tarde e a certeza
A paz de espírito está em nossas mãos



Nos fundos, a beleza do mar
Minutos agradáveis que vão passando
Em cada mesa a conversa a rolar
Uma boa energia no ar pairando



O frio é aconchego, é elegância
É a vontade da aproximação
Nos casacos a doce fragrância
O tempo é frio, mas é quente o coração!

(Autoria: Katia Naegelle)







No dia que tirei essa foto fazia muito frio, e o Café estava lotado. Eu não pude escolher a mesa, então me contentei com a mesa do corredor, fazer o que?(risos) A mesa estava isolada, o telefone em frente...não perdi tempo,mais uma foto para o meu blog!


Essas fotos foram tiradas discretamente com o celular(risos)






Quem me conhece, sabe que sou adepta da alimentação à base de grãos integrais, mas não sou radical!Pra quem come pão integral todos os dias, um pão de queijo de vez em quando não vai abalar a minha dieta(risos)




Nesse dia em que tirei as fotos, os fundos do "Café" estava vazio. Mas é aqui onde mais gosto de ficar porque fica de frente para o mar.


















quarta-feira, 8 de junho de 2011









                        O Segredo do Olhar

No olhar reside a beleza do céu
O mistério e a profundidade do mar
A meiguice com sabor de mel
O desejo e a ânsia de amar



A alegria que enfeita a vida
A tristeza que não consegue disfarçar
A ingenuidade da criança, mantida
A bondade que não perde o lugar




As palavras que são proferidas
No olhar mantêm o segredo
São faíscas da alma perdida
Que se encontra num olhar verdadeiro



O olhar que atrai sem manipular
É aquele que vai fundo na alma
Que não faz do desejo algo vulgar
É o querer que fisga com calma



É o olhar que atinge sem querer
Onde a dúvida permanece no ar
Sedução sutil que dá prazer
Que não dá tempo de raciocinar



O homem quando é enfeitiçado
Pelo olhar firme de uma mulher
Na sua doçura ele é dominado
Na arte de amar, ela sabe o que quer



A beleza que o sorriso traz
É o brilho que surge no olhar
Ele é encanto, é um rio de paz
Quem não resiste, quer se afogar


(Autoria: Katia Naegelle)

terça-feira, 7 de junho de 2011




Parque Nacional de Yellowstone
















No dia 01 de março de 1872 foi criado o Parque Nacional de Yellowstone, localizado no Estado de Wyoming.

Em 1870 quando ainda não era considerado um Estado, os caçadores e os guardas do parque abatiam os animais. Os políticos presenteavam seus partidários com as terras do parque.

No ano de 1886 o Parque ficou sob a administração do Primeiro Regimento de Cavalaria do Exército, nessa gestão criou-se as primeiras estradas e a sede. Em 1916 a administração passou para o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, que tornou o parque um modelo a ser seguido com sua fauna e flora exuberantes.

O parque é mundialmente conhecido por ter atrações como gêiseres,(fontes que, a intervalos regulares de tempo, lançam jatos de água quente e vapor) fontes hidrotermais, suas florestas e vida selvagem. O gêiser Old Faithful localizado no parque, é o mais famoso do mundo. Yellowstone possui cerca de metade dos recursos hidrotermais do mundo. Outra característica do parque é o forte odor de enxofre.
O clima temperado predomina em Yellowstone, é um dos maiores ecossistemas ainda restantes no planeta.
Em 26 de outubro de 1976 o parque foi designado como reserva da biosfera. No dia 8 de setembro 1978 foi designado Patrimônio Mundial, pela UNESCO.
O parque Yellowstone proporciona aos turistas diversas atividades como: montanhismo, campismo, trekking, caíque e pesca.

Yellowstone recebe anualmente mais de 2 milhões de visitantes e desde 1978 é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO





















































Fontes de pesquisa: http://turismo.culturamix.com; http://historica.com.br/

sábado, 21 de maio de 2011




O Luar que me inspira









Poesias em cima da mesa
Madrugada fria se aproxima
Olho para ao céu e vejo com clareza
Que a esperança é uma estrela que me anima





A luz da lua que invade minha cama
Prepara o meu sono suavemente
O brilho da estrela é uma chama
Que aquece e deixa a alma dormente




A música acompanha minhas viagens
Sou levada pelas notas musicais
Cheirinho de mato,estou entre as folhagens
Meu lado criança recebe os sinais




A cachoeira que traz a lembrança
De um tempo,de um lugar
Mas é apenas uma semelhança
De uma época que não vai voltar





Resolvo mergulhar numa passagem
Que me leva ao colorido
Vento suave,uma doce massagem
Tudo agora tem outro sentido





Expulsei do quarto a nostalgia
Outro cenário com encanto eu criei
Sorriso que traduz a alegria
Nessa onda de paz eu embarquei
(Autoria: Katia Naegelle)


sexta-feira, 13 de maio de 2011




O que me atrai nos lugares que escolho para as minhas postagens é a história que envolve o lugar, sua beleza natural, como também o mistério que circunda os habitantes em épocas antigas. Sempre existe alguma informação que não foi confirmada, registros que não foram encontrados...o que me deixa impaciente por não conhecer com exatidão alguns dados sobre a história a qual me propus pesquisar.
Mas por outro lado também é estimulante, a pesquisa é um caminho para o conhecimento, é o prazer da descoberta.

Em minhas postagens referentes a lugares que julgo interessantes, o que mais tem se evidenciado além da beleza natural, é a beleza arquitetônica. Nesta nova postagem, destaca-se a beleza aliada à complexidade das obras, com seus detalhes que fogem do comum, suas formas, texturas em que a criatividade caminhou com a ousadia.

Antoni Gaudí, através de suas obras, deixou uma herança valiosa aos arquitetos da atualidade.



Antoni Gaudí

(1852- 1926)








Gaudí, um dos maiores representantes do modernismo, com seus projetos marcantes que superaram a estreiteza dos limites das escolas arquitetônicas. Sua obra está impregnada pelo desenvolvimento que marcou a região de Barcelona, que foi uma das primeiras a adotar os novos protótipos que definiram a “Revolução Industrial”



Um admirador da arte grega e do estilo mudéjar, sentiu-se cada vez mais atraído pelas formas góticas, que o levou a criar um novo tipo de arquitetura, que definiu como naturalista, fundamentada na utilização dos materiais até o limites da resistência.


Suas primeiras obras foram realizadas na década de 80 do séc. XIX.


A Casa Vicens(1883-1888), o palácio Güel(1855-1889) em Barcelona; o palácio episcopal de Astorga(iniciado em 1887) e a Casa de los Boines (1891-1892) em Léon. Em 1866, Josep Maria Bocabella Verdaguer fundou a associação espiritual que deu inicio a construção de um templo expiatório dedicado à Sagrada Família, financiado por donativos de devotos.

Encarregou o projecto em primeiro lugar a Francisco de Paula del Villar y Lozano, que concebeu um conjunto neogótico em 1882, contrariando a ideia de Bocabella de fazer uma réplica do Santuário de Loreto, mas em 1883 Villar renuncia por desavenças com Joan Martorell, arquitecto assessor de Bocabella. O projecto é oferecido ao próprio Martorell, mas este ao recusar oferece-o a Antoni Gaudí, que em 1883 assume as obras do templo da Sagrada Família, convertendo a encomenda na obra da sua vida. Ele fez profundas
transformações na catedral neogótica.


Josep Maria Bocabella está enterrado na capela do Santo Cristo da cripta do Templo Expiatório da Sagrada Família.


Templo Expiatório da Sagrada Família


O projeto do templo da Sagrada Família prevê três fachadas: Nascimento, Paixão (ambas já construídas) e Glória, a mais imponente.
A fachada do Nascimento foi construída nas duas últimas décadas do século XIX e no primeiro terço do século XX.



É composta de três grandes pórticos - o central (Caridade) mais alto que os laterais (Fé e Esperança) - e quatro torres. O conjunto rompe, em parte, como estilo gótico, sobretudo as torres.



Durante a primeira década do século XX, desenhou o parque Güell (1990-1914), a Casa Batlló (1904-1906), com seus balcões curvilíneos, e a casa Milà (1906-1912), na qual combina a planta livre e as grandes aberturas com uma decoração de terraços e chaminés de cerâmica branca. Sua obra teve grande influência nas vanguardas históricas da arquitetura.



Casa Milá/La Pedrera


Construída entre os anos de 1905 e 1907, uma das obras-primas de Gaudí que inspirou-se no oceano para projetar a fachada em pedra repleta de curvas. Também conhecida como La Pedrera, devido ao seu aspecto externo irregular e cinza que lembra uma pedra. A cobertura é a principal atração e possui um jardim exótico de esculturas em formas onduladas que lembram rostos humanos. No sótão a vida, obra e o método arquitetônico de Gaudí e os demais andares decorados para recriarem um apartamento no estilo do começo do séc. XX.




A Casa Batló


A Casa Batlló foi construída entre os anos de 1875 e 1877 como residência da família de Don José Batló Casanovas. Antonio Gaudí foi contratado para executar uma grandiosa reforma em todo o edifício entre os anos de 1904 e 1906, auge do período naturalista Gaudí.

Muitas modificações foram feitas na construção, entre elas a ampliação do pátio central,a criação de um quinto andar, o aprimoramento do andar onde vivia a família Batló e a total modificação da fachada com os motivos da fauna e flora nos mosaicos e cerâmicas.


Na cidade a Casa Batlló também é conhecida como “Casa dos Ossos”, devido o formato dos balcões exteriores que dizem lembrar um crânio.



Casa Vicens

Localizada no nº 24 da Carrer de les Carolinas, no bairro Gracia de Barcelona. Entre 1878 e 1880, Manuel Vicens i Montaner, um corretor da bolsa, encomendou a Gaudi o projeto de uma casa no terreno que herdou de sua mãe em 1877.

A terra era entre o Convento de Monjas de la Caridad de San Vicente de Paul (Convento das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo) e um beco sem saída que corre perpendicular ao Carrer de lês Carolinas. Gaudí construiu a casa contra a parede do convento, produzindo um grande e espaçoso jardim.



Parc Güell




É um complexo de jardins com elementos arquitetônicos situado na colina do Carmo, no bairro de El Gràcia, que foi projetado por Antoni Gaudi e construído nos anos de 1900 a 1914.


Este nome se deve ao amigo de Gaudi, o Conde Eusebi Güell. A princípio seria um condomínio fechado, mas o projeto não foi viável e hoje só existem duas casas das sessentas casas inicialmente previstas. O que seria um fracasso se tornou uma obra- prima de Gaudi sendo reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. O parque é amparado por uma colina, onde pode-se caminhar com tranqüilidade e no topo é o miradouro perfeito para contemplar o pôr do sol no Mediterrâneo.


Foi nesse fascinante parque que Gaudí passou a maior parte do seu tempo, entre 1906 e 1926. O edifício foi desenhado por Francesc Berenguer. A pérgola do jardim foi desenhada por Gaudí, assim como o mobiliário em conjunto com alguns dos seus alunos, como Josep Maria Pujol. Gaudí morreu em 10 de junho de 1926. A Casa-Museu Gaudí foi inaugurada em 1963.



O Conde Güell teve um papel muito importante na carreira de Gaudi, criando condições para a execução de suas obras, marcando a arquitetura européia e mundial.



Templo Expiatório da Sagrada Família













































Parc Güel



































Casa Milá/La Pedrera

















Cobertura ( 1)










Cobertura (2)













Casa Batló

















Casa Vicens






















Pesquisas realizadas: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, Minube, Fotosblogue.com, Revista Arquitetura e Urbanismo.